Ah, quero ver as serenatas,
ver crescer as nossas matas
e tocar um violão.
Ah, meu amigo, vem cantar,
pois o dia vai raiar
e morar nesta canção.
Ah, que saudade do poeta,
do artista e do profeta,
que o tempo eternizou.
Ah, como eu falei das flores,
liberdade beija-flores,
que meu coração sonhou.
Ah, ver crianças pelas praças,
paz e pipa, pão de graça,
como o cheiro de hortelã.
Ah, água pura ali na fonte
e a gente olhar os montes,
sem ter medo do amanhã.
Ah, o meu lindo continente
que fez do sangue a semente
para ver o sol nascer.
Ah, nossas matas tão bonitas,
verdes mares, canto a vida
quando o dia amanhecer.
Ah, quanta luta na fronteira,
tanta dor na cordilheira
que o condor não voou.
Ah, dança e terra guaranis,
de um a raça tão feliz
que o homem dizimou.
Ah, vou nos passos de um menino,
no meu coração latino
a esperança tem lugar.
Ah, quando bate a saudade,
abre as asas liberdade
que não paro de cantar.
Na imensa América latina, apenas um história, o desrespeito pela vida humana em todas as suas instâncias. Essa música retrata um passado triste, de lutas de um povo sofrido, vamos aprender a olhar o passado e não cometer os mesmos erros no futuro...
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